Devemos dizer "sim", para todos os testes divinos?

Às vezes, a melhor opção é dizer não, e deixar ir! No livro “ pão nosso” escrito pelo Chico Xavier, com seu mentor Emmanuel, baseado em Mateus, 5:3, nos é presenteada uma simples saída para a difícil missão de levar adiante os ditames da fé. E saber, até que ponto, devemos medi-la em nossas vidas. Segue o texto: “Ama, de acordo com as lições do evangelho, mas não permitas que o teu amor se converta em grilhão, impedindo-te a marcha para a vida superior. Ajuda a quantos necessitam de tua cooperação; entretanto, não deixes que o teu amparo possa criar perturbações e vícios para o caminho alheio. Atende com alegria ao que te pede um favor; contudo, não cedas à leviandade e à insensatez. Abre portas de acesso ao bem-estar aos que te cercam, mas não olvides a educação dos companheiros para a felicidade real. Cultiva a delicadeza e a cordialidade; no entanto, sê leal e sincero em tuas atitudes. O sim pode ser muito agradável em todas as situações; todavia, o não, em determinados setores da luta humana, é mais construtivo. Satisfazer a todas as requisições do caminho é perder tempo e, por vezes, a própria vida. Tanto quanto o “sim” deve ser pronunciado sem incenso bajulatório, o “não” deve ser dito sem aspereza. Muita vez, é preciso contrariar para que o auxílio legítimo não se perca ; urge reconhecer porém, que a negativa salutar jamais perturba. O que dilacera é o tom contundente no qual é vazada. As maneiras, na maior parte das ocasiões, dizem mais do que palavras. Seja o vosso falar: sim sim, não não, recomenda o evangelho. Para concordar ou recusar todavia, ninguém precisa ser de mel ou de fel. Bastará lembrarmos que jesus é o mestre e o senhor não só pelo que faz, mas também pelo que deixa de fazer.”


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