Buscar
  • Michelle Pollier Hiendlma

Não existem pessoas más e sim pessoas com aprendizados maus.

Muito se tem discutido, recentemente, acerca de pessoas más no poder estatal. Porém não há o porquê lutar contras as pessoas supostamente "más", e sim, contra as suas ideologias equivocadas, voltadas para mal. Ou seja, não podemos odiar os homens e sim odiar as ideias que os escravizam. Apegar-se a essas ideias, é o "summum bonum" da vida. Ou seja a suma bondade e o bem supremo da existência. A purificação das idéias para entender que não existe o mal, mas sim, apenas a ignorância, é tão necessária para à vida como respirar. Ter fé no mal e acreditar mais no mal do que no bem. É ter mais fé no obscuro ao invés do claro; acreditar no feio ao invés do belo; crer na força maligna ao invés do que em Deus. Talvez seja difícil dizer o motivo pelo qual as pessoas ainda acreditem que o mal aconteça apenas para o mal. Pois, pensar assim, seria ter mais fé no mal do que no bem. Se Deus permite que algumas coisas "ruins" aconteçam é porque servirá para a nossa evolução moral. Dito isso, a célebre frase "Não há mal que por bem não venha" esta corretíssima. Ora, se eu tenho um filho que se desvia do caminho e não quer aprender, as vezes, Deus deixa passar-mos por situações aparentemente "más" para darmos um stop e irmos de encontro à nossa própria consciência. Tudo o que nos acontece é para a nossa evolução e nada mais. Não existe coisa alguma que venha ao nosso encontro que não seja para o nosso próprio aprendizado, ou seja, para o nosso próprio bem. Ao se examinarem alguns casos, como por exemplo a gestão do poder estatal, verifica-se que, a não violência é essencial para lidar com as mudanças necessárias que precisam ser feitas. E ao divergir ou expressar idéias em oposição contrária a algo ou a alguém, antes é preciso ter lido o livro: "comunicação não violenta" de Marshall Rosenberg. Pois, como Gandhi disse "A purificação gera não violência, e a não violência gera a verdade e a verdade é Deus." Atualmente, nota-se uma violência absurda contra as pessoas, indo totalmente contra os ideais éticos de paz, amor e igualdade, que alguns dizem defender. Todos estamos aqui para evoluir e ninguém é mau o bastante para não ter absolutamente nada de bom. As pessoas não são más, elas estão apenas perdidas, num sistema, que nós mesmos, uma vez ou outra, já nos perdemos. Sendo assim, pode-se mencionar, por exemplo, os diversos personagens revoltados ao longo da história, que, assim que se aperfeiçoaram, viraram santos. Por isso, entende-se que até no lixão nasce flor e ir contra essa verdade e ir contra a si mesmo. Pois, que homem que nunca se perdeu de acordo as circunstâncias? Pois bem, falar o contrário é quase impossível; não devemos ir contra as pessoas, mas sim contra o sistema que aprisiona as pessoas. Contra à ignorância, fruto da incerteza e da falta de fé que permeia a vida. Gandhi no seu livro "Minha vida e minhas experiências com a verdade" fala repetitivamente que não se pode encontrar a verdade cercado por ideais de violência. Contra os outros e contra si mesmo. Pois faltar a um homem é faltar não só ao outro, mas também a si mesmo e ao mundo inteiro. Não podemos nos opor as pessoas, mas sim ao sistema ou às ideias dessas pessoas. Pois o mesmo pincel que pintou o outro, também nos pintou e, a maior ciência que existe é a falha humana. Sendo assim, mesmo tendo o entendimento teórico desse mundo, todos nós estamos sujeitos a falhar. Por isso, não se deve odiar as pessoas, mas sim as idéias que escravizam essas pessoas. Odiar as pessoas e odiar a si mesmo e ignorar todo o aprendizado sideral da vida. Os homens que estão sucumbidos pela ignorância do ideal do mal não são a injustiça. Mas estão temporariamente dominados por ela. E, segundo Gandhi, no livro citado acima, "quem de nós, não foi por algum segundo dominado pelas circunstâncias?". Os homens não são os seus erros, os homens não são os seus atos e não há como excluir a compaixão de nenhum homem, sem que você exclua a si próprio. Ou seja, o fato de um ser humano excluir outro e totalmente antagônico a sabedoria. Isso era a visão de Gandhi. Era o que ele praticava... Portanto, não devemos semear a discórdia e nem o ódio, nem raiva, nem a violência. Mas sim enxergar o outro como ser em aprendizado, assim como nós. Ter compaixão é respeitar as limitações e a ignorância do outro. Amar é ajudar o outro a evoluir, por meio da compreensão, que o outro ainda não teve, por falta de capacidade conscienciológica ou mesmo, por falta de oportunidades necessárias para compreender, aquilo que, ora dizemos entender. O mundo precisa disso, os gestores públicos precisam de amor, pois estamos no mundo, sendo assim, não acharemos "santos" para governar. Mas sim, pessoas que se esforçam para evoluir e sobreviver, sem perder a cabeça, neste mundo sofrido, assim como nós. Portanto, sejamos mais tolerantes e propaguemos o amor, começando por não explanar o ódio pelos nossos governadores, assim como todos já o fazem. Texto: cienciacosmicabrasil

Fonte: Nova Acrópole- Prof. Lúcia Helena Galvão.

2 visualizações

©2020 por Ciência Cósmica. Orgulhosamente criado com Wix.com

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now