Politica x Politicagem

Atualizado: Mai 8

A politicagem é a troca de favores, que alguns indivíduos, envolvidos com política, fazem para conseguir determinados fins individuais e aumentar o seu posicionamento hierárquico e assim, ir migrando, através de amizades, para um cargo melhor. Ou seja, o homem quando dotado de pseudo-poder político, muitas vezes fica cego pelo ego do seu próprio individualismo e, ao invés de fazer um trabalho ético, regido pela transparência, destinado ao povo, acaba se perdendo individualmente nos caprichos pessoais e esquecendo totalmente o que veio fazer socialmente neste. Perdendo assim, a lucidez da posição do seu cargo, para a busca do poder pessoal de auto realização. Ocorre que, na sociedade de hoje, devido ao aumento cultural da politicagem, muitas vezes, aquele mesmo político ético, que não coaduna com essa prática, se vê obrigado a trabalhar dessa maneira, caso queira andar com os seus projetos para a sociedade. Pois, assim como Maquiavel disse, “os fins justificam os meios”. Porém, ao contrário do que estes acreditam, Maquiavel não se referiu a praticar atitudes antiéticas, ou práticas paralelas à lei, para que o fim fosse atingido. Mas sim, a frase: “os fins justificam os meios”, foi criada por ele, para se referir ao auto aniquilamento do ego e da cobiça pessoal diante a prática política. Pois este sabia que para a verdadeira prática da política, era necessário inicialmente abnegação pessoal e doação total de si mesmo. Mesmo assim, alguns indivíduos, crendo poder vestir a camisa de seres éticos, veem através da politicagem uma forma de se atingirem fins socialmente relevantes. Imaginando tolamente que não há como lutar contra uma corrupção massiva, mas sim, manipular a própria consciência, para atuar em prol a devidos fins éticos. Levando-se em consideração esses aspectos, ao contrário do termo politicagem, temos o termo política, derivado do grego (politeía); muito elucidado na obra utópica da Polis perfeita, muito falada por Platão em “A República”. Onde o termo política, é sim dado ao cidadão que luta eticamente em nome da sociedade para a organização e a melhoria desta. Dessa forma, diferente de Maquiavel, que diz “os fins justificam os meios”, Divaldo franco pereira, filósofo e orador espírita, numa das suas inúmeras palestras, disse que: “os meios não justificam os fins. Visto que os meios devem ser lícitos, para que os resultados sejam também, éticos e morais.” Sendo assim, pode-se concluir que, aquele que conhece o valor da verdade, da bondade e do trabalho em prol ao ato comunitário, regido pelo amor aos outros e consequentemente para si mesmo, nunca se corrompe e nem mesmo participa de determinadas práticas inauspiciosas. Pois, o individuo moralmente ético, é capaz de compreender o mal que está fazendo, culturalmente, ao não quebrar essa rotina da “politicagem”. Contudo, em virtude dos fatos mencionados, entende-se que não há mérito sem esforço e aquele que está determinado ao bem social, sabe que com o trabalho árduo e correto em direção ao bem comum, cedo ou tarde, conseguirá chegar ao sucesso pessoal e coletivo. E assim, criar uma obra que fique marcada realmente na sociedade. Mas, para isto, é necessário se iluminar dos ideais da bondade, da beleza e principalmente, da verdade. Conforme diz Albert Einstein: “Os ideais que iluminaram o meu caminho são a bondade, a beleza e a verdade.”


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